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Quinta-feira, Abril 27, 2006
ANGÚSTIA E PAZ
Previne-te contra a angústia.
Esta tristeza molesta, insidiosa, contínua, arrasta-te a estado perturbador.
Essa insatisfação injustificável, perseverante, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível.
Aquela mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, impele-te a desajuste insano.
Isso que te assoma em forma de melancolia, que aceitas, empurra-te a abismo sem fundo.
Isso que aflora com freqüência, instalando nas tuas paisagens mentais de pressão constante, representa o surgimento de problema grave.
Aquilo que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, que te atormentam.
A angústia possui gêneses. Várias.
Procede de erros que se encontram fixados no ser desde a reencarnação anterior, como matriz que aceita motivos verdadeiros ou não, para dominar quem deveria envidar esforços por aplainar e vencer as imposições negativas e as compulsões torpes.
Realmente, não há motivos que justifiquem os estados de angústia.
A angústia entorpece os centros mentais do discernimentos e desarticula os mecanismos nervosos, transformando-se em fator positivo de alienações.
Afeta o psiquismo, o corpo e a vida, enfermando o espírito.
Rechaça a angústia, pondo sol nas tuas sombras-problemas.
Não passes recibo aos áulicos da melancolia e dispersa com a prece as mancomunações que produzem angústia.
Fomenta a paz, que á antídoto da angústia.
Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança.
Trabalha com desinteresse, fazendo pelo próximo o que dizes dele não receber.
A paz é fruto que surge em momento próprio, após a germinação e desenvolvimento do bem no coração.
Jamais duvides do amor de Deus.
Fixado no propósito de crescimento espiritual, transfere para depois o que não logres agora, agindo com segurança.
Toda angústia dilui-se na água corrente da paz.
* * *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Alerta.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
1a edição. LEAL, 1981.
Espalhe sua luz:
Quarta-feira, Abril 26, 2006
QUESTÃO 459
459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.
460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?
Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, freqüentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto, não raro, contrários uns dos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas idéias a se combaterem.
461. Como havemos de distinguir os pensamentos que nos são próprios dos que nos são sugeridos?
Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar. Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la. Não a fazendo, obra o homem com mais liberdade. Se se decide pelo bem, é voluntariamente que o pratica; se toma o mau caminho, maior será a sua responsabilidade.
* * *
Allan Kardec. Da obra: O Livro dos Espíritos.
76a edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febrasil.org. Federação Espírita Brasileira, 1995.
Espalhe sua luz:
Segunda-feira, Abril 24, 2006
Uma boa semana para todos, com bênçãos de paz, saúde e harmonia
PAZ EM TI
É muito importante a paz.
Governos a estabelecem fomentando guerras, gerando pressões, submetendo as vidas que se estiolam sob jugos implacáveis.
A paz é imposta, dessa forma, mediante a coação e, depois, negociada em gabinetes.
Vem de fora e aflige, porque é aparente.
Faz-se legal, mas nem sempre é moralizada.
Tem a aparência das águas patanosas, tranqüilas na superfície, asmáticas e mortíferas na parte submersa.
Assim se apresenta a paz do mundo, transitória, enganosa.
A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia.
É realizada em clima de prece e de amor, porque, da consciência que se ilumina ante os impositivos das Leis Divinas, surge a harmonia que fomenta a dinâmica da vida realizadora.
Essa paz não se turba, é permanente. Não permite constrangimento, nem se faz imposta.
Cada homem a adquire a esforço pessoal, como coroamento da ação bem dirigida, objetivando os altos ideais.
Não basta, no entanto, programar e falar sobre a paz. Mas, visualizando-a, pensar em paz e agir com pacificação, exteriorizando-a de tal forma que ela se estabeleça onde estejas e com quem te encontres.
Seja a paz, na Terra, o teu anseio, em oração constante, que se transforme em realização operante como resposta de Deus.
Orando pela paz, esse sentimento te invade, e o amor, que de Deus se irradia, anula todo e qualquer conflito que te domine momentaneamente.
A paz em ti ajudará a produzir a paz no mundo.
* * *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Filho de Deus.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1997.
Espalhe sua luz:
Sexta-feira, Abril 21, 2006
A NECESSIDADE DO ESFORÇO
Conta-se que, no princípio da vida terrestre, o alimento das criaturas era encontrado como oferta da Divina Providência, em toda parte.
Em troca de tanta bondade, o Pai Celeste rogava aos corações mais esforço no aperfeiçoamento da vida.
O povo, no entanto, observando que tudo lhe vinha de graça, começou a menosprezar o serviço.
O mato inútil cresceu tanto, que invadia as casas, onde toda a gente se punha a comer e dormir.
Ninguém desejava aprender a ler.
A ferrugem, o lixo e o mofo apareciam em todos os lugares.
Animais, como os cães que colaboram na vigilância, e aves, como os urubus que auxiliam nas obras de limpeza, eram mais prestativos que os homens.
Vendo que ninguém queria corresponder à confiança divina, o Pai Celestial mandou retirar as facilidades existentes, determinando que os habitantes da Terra se esforçassem na conquista da própria manutenção.
Desde esse tempo, o ar e a água, o Sol e as flores, a claridade das estrelas e o luar continuaram gratuitos para o povo, mas o trabalho forçado da alimentação passou a vigorar como sendo uma lei para todos, porque, lutando para sustentar-se, o homem melhora a terra, limpa a habitação, aprende a ser sábio e garante o progresso.
Deus dá tudo.
O solo, a chuva, o calor, o vento, o adubo e a orientação constituem dádivas dEle à Terra que povoamos e que devemos aprimorar, mas o preparo do pão de cada dia, através do nosso próprio suor e da nossa própria diligência, é obrigação comum a todos nós, a fim de que não olvidemos o nosso divino dever de servir, incessantemente, em busca da Perfeição.
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.
Espalhe sua luz:
Quinta-feira, Abril 20, 2006
IRMÃOS EM PERIGO
Os que pretendem transformar o próximo, de um dia para outro, a golpes verbais.
*
Os que descobrem pareceres inteligentes e bons conselhos para todas as pessoas, distraídos dos problemas que lhes são próprios.
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Os que colocam a mente em outro mundo, de maneira absoluta, sem atender aos deveres do mundo em que respiram.
*
Os que permanecem incessantemente preocupados em se defenderem.
*
Os que fazem dez projetos maravilhosos por dia sem concretizar nenhum deles em dez anos.
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Os que reconhecem a grandeza das verdades divinas, mas que jamais dispõem de tempo para cultivá-las, em favor da própria iluminação.
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Os que adiam indefinidamente para amanhã o serviço da compreensão e do amor ao próximo.
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Os que se sentem senhores exclusivos de todos os trabalhos no campo da caridade, sem distribuir oportunidades de serviço aos outros.
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Os que declaram perdoar a ofensa, mas que nunca conseguem esquecer o mal.
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Os que encontram ensejo de se entediarem da vida.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.
Espalhe sua luz:
Terça-feira, Abril 18, 2006
BOA SEMANA PARA TODOS! Muita paz e bênçãos.
MAIS AMOR
Rogas à vida o roteiro
Da Esfera Superior,
E a vida responde sempre:
Meditar com mais amor.
Procurando, desse modo,
Caminho renovador,
Em toda dificuldade,
Apóia com mais amor.
Se esperas pelo futuro
Como ninho aberto em flor,
Arando a terra do sonho,
Trabalha com mais amor.
Recebe, pois, o infortúnio
Com desassombro e valor,
Se a provação recrudesce,
Suporta com mais amor.
Tolera com paciência
A nuvem do dissabor;
Buscando nova alegria,
Ampara com mais amor.
Caluniaram-te a vida?
Perdoa seja a quem for.
Quem vive para a verdade,
Entende com mais amor.
Amigos desavísados
Trouxeram-te sombra e dor?
Diante de todos eles,
Auxilia com mais amor.
Feriram-te as esperanças
Brandindo verbo agressor?
Não critiques nem te queixes...
Espera com mais amor.
Ante o jogo de ilusões
Que o mal te venha a propor,
No cultivo da humildade,
Resiste com mais amor.
Se desejas alcançar
A comunhão do Senhor,
Arrima-te à caridade
E serve com mais amor.
* * *
Francisco Cândido Xavier; Carlos A. Baccelli. Da obra: Brilhe Vossa Luz.
Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha.
4a edição. Araras, SP: IDE, 1987.
Espalhe sua luz:
Sexta-feira, Abril 14, 2006
UM SÓ SENHOR
Nenhum servo pode servir a
dois senhores."
- Jesus. (LUCAS, 16:13.)
Se os cristãos de todos os tempos encontraram dolorosas situações de perplexidade nas estradas do mundo, é que, depois dos apóstolos e dos mártires, a maioria tem cooperado na divulgação de falsos sentimentos, com respeito ao Senhor a que devem servir.
Como o Reino do Cristo ainda não é da Terra, não se pode satisfazer a Jesus e ao mundo, a um só tempo. O vício e o dever não se aliam na marcha diária.
Que dizer de um homem que pretenda dirigir dois centros de atividade antagônica, em simultâneo esforço?
Cristo é a linha central de nossas cogitações.
Ele é o Senhor único, depois de Deus, para os filhos da Terra, com direitos inalienáveis, porquanto é a nossa luz do primeiro dia evolutivo e adquiriu-nos para a redenção com os sacrifícios de seu amor.
Somos servos dEle. Precisamos atender-lhe aos interesses sublimes, com humildade. E, para isso, é necessário não fugir do mundo, nem das responsabilidades que nos cercam, mas, sim, transformar a parte de serviço confiada ao nosso esforço, nos círculos de luta, em célula de trabalho do Cristo.
A tarefa primordial do discípulo é, portanto, compreender o caráter transitório da existência carnal, consagrar-se ao Mestre como centro da vida e oferecer aos semelhantes os seus divinos benefícios.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição 142. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.
Espalhe sua luz:
Quinta-feira, Abril 13, 2006
SINAIS DE ALARME
Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:
quando entramos na faixa da impaciência;
quando acreditamos que a nossa dor é a maior;
quando passamos a ver ingratidão nos amigos;
quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;
quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;
quando reclamamos apreço e reconhecimento;
quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;
quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;
quando pretendemos fugir de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;
quando julgamos que o dever é apenas dos outros.
Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento.
* * *
Waldo Vieira ; Francisco Cândido Xavier. Da obra: Ideal Espirita.
Ditado pelo Espírito Scheilla.
CEC.
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Quarta-feira, Abril 12, 2006
SEMPRE CHAMADOS
O Cristão é chamado a servir em toda parte.
Na casa do sofrimento, ministrará consolação.
Na furna da ignorância, fará consolação.
No castelo do prazer, ensinará a moderação.
No despenhadeiro do crime, sustará quedas.
No carro do abuso, exemplificará sobriedade.
Na toca das trevas, acenderá luz
No nevoeiro do desalento, abrirá portas ao bom ânimo.
No inferno do ódio, multiplicará bênçãos de amor.
Na praça da maldade, dispensará o bem.
No palácio da justiça, colocar-se-á no lugar do réu, a fim de examinar os erros dos outros.
Em todos os ângulos do caminho, encontraremos sugestões do Senhor, desafiando-nos a servir.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.
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Terça-feira, Abril 11, 2006
Segunda-feira, Abril 10, 2006
BOA SEMANA PARA TODOS, COM MUITA PAZ E MUITAS BÊNÇÃOS
Evidentemente sofres agressões. Do íntimo convulsionado, petardos mentais, contínuos, produzem-te desequilíbrios; de fora chegam as investidas da ignorância e da impiedade, que te dilaceram com profundos golpes.
São incontáveis as agressões:
vibrações perniciosas que exteriorizas ou absorves em comércio psíquico, agridem os outros, que revidam, inconscientes; palavras ácidas que proferes ou que te penetram, ferintes, quando enunciadas por outrem na tua direção; atitudes descorteses que assumes ou que têm para contigo e maceram teus sentimentos...
Sim, estás agredido, porque não conseguiste, ainda, a doçura que recolhe a animosidade sem revide, a biliosidade sem azedume, a investida do desequilíbrio sem revolta...
Açodado por fatores intrínsecos que te desarmonizam, não pudeste armazenar forças para o auto-burilamento, que te imunizaria contra as investidas perturbantes.
O espírita é alguém, que, encontrando a explicação dos motivos do sofrimento, penetra-se de luz e paz.
Revida mediante os métodos da confiança ilimitada em Deus, deixando à Vida as respostas mais úteis aos que a desconsideram.
Não toma nas mãos as rédeas da Justiça, armando-se de látego e baraço ou esgrimindo os recursos coarctadores nem os da punição.
Se não concorda com o erro e a criminalidade, não se transforma em julgador, ante age e produz corretamente, reagindo pela atitude positiva e elevada com que expõe a excelência dos conhecimentos que o vitalizam.
O triunfo dos agressores é semelhante a vapor que os vence no auge do êxito, enquanto a vitória dos agredidos é a paz do coração.
Toda aflição, pois, é recurso providencial de que a Vida se utiliza para aproximar-te da Verdade. Não recalcitres, nem sintonizes com aqueles que transitam nas densas faixas do primitivismo e da agressividade.
A vida na Terra por mais longa é sempre breve...
Felizes aqueles que concluem a jornada, quites, em relação aos deveres assumidos, podendo olhar para trás sem amarras nem, dependências de qualquer natureza, livres, após os embates terminados.
Incitado a adensar a massa dos atormentadores-atormentados, recorda Jesus e prossegue manso, sofrendo sem impor desespero a ninguém.
Asseverou-nos Ele, que todo aquele que "ganhar a vida, perdê-la-á", enquanto o que a "perder, tê-la-a ganho".
Assim informado não desfaleças e prossegue, agredido, porém, jamais agressor.
* * *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Celeiro de Bênçãos.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
LEAL, 1983.
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Sexta-feira, Abril 07, 2006
O BURRO DE CARGA
No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de famoso palácio real um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias e remoques dos companheiros de apartamento.
Reparando-lhe o pelo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe, que se fizera detentor de muitos prêmios, e disse, orgulhoso:
- Triste sina a que recebeste! Não Invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!
- Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa - como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?
O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.
Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:
- Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos de bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.
Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:
- Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil... Não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas, se me constrangem a ultrapassar as obrigaçôes, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.
As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto, em companhia do chefe das cavalariças.
- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca -, animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.
O empregado perguntou:
Não prefere o árabe, Majestade?
- Não, não - falou o soberano -, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.
- Não quer o potro inglês?
- De modo algum. E¿ muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
- Não deseja o húngaro?
- Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.
- O jumento serviria? - insistiu o servidor atencioso.
- De maneira nenhum. É manhoso e não merece confiança.
Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:
- Onde está o meu burro de carga?
O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais.
O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho, ainda criança, para longa viagem.
Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a suportar, servir e sofrer, sem cogitar de si mesmos.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Idéias e Ilustrações.
Ditado pelo Espírito Neio Lúcio.
2a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1978.
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Quinta-feira, Abril 06, 2006
ORAÇÃO POR ENTENDIMENTO
Senhor Jesus!
Auxilia-nos a compreender mais, a fim de que possamos servir melhor, já que, somente assim, as bênçãos que nos concedes podem fluir, através de nós, em nosso apoio e em favor de todos aqueles que nos compartilham a existência.
Induze-nos à prática do entendimento que nos fará observar os valores que, porventura, conquistemos, não na condição de propriedade nossa e sim por manancial de recursos que nos compete mobilizar no amparo de quantos ainda não obtiveram as vantagens que os felicitam a vida.
E ajuda-nos, oh! Divino Mestre, a converter as oportunidades de tempo e trabalho com que nos honraste em serviço aos semelhantes, especialmente na doação de nós mesmos, naquilo que sejamos ou naquilo que possamos dispor, de maneira a sermos hoje melhores do que ontem, permanecendo em ti, tanto quanto permaneces em nós, agora e sempre.
Assim seja.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Paciência.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
CEU, 1983.
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Quarta-feira, Abril 05, 2006
PODE ACREDITAR
Falará você na bondade a todo instante, mas, se não for bom, isso será inútil para a sua felicidade.
Sua mão escreverá belas páginas, atendendo a inspiração superior; no entanto, se você não estampar a beleza delas em seu espírito, não passará de estafeta sem inteligência.
Lerá maravilhosos livros, com emoção e lágrimas; todavia, se não aplicar o que você leu, será tão-somente um péssimo registrador.
Cultivará convicções sinceras, em matéria de fé; entretanto, se essas convicções não servirem à sua renovação para o bem, sua mente estará resumida a um cabide de máximas religiosas.
Sua capacidade de orientar disciplinará muita gente, melhorando personalidades; contudo, se você não se disciplinar, a Lei o defrontará com o mesmo rigor com que ela se utiliza de você para aprimorar os outros.
Você conhecerá perfeitamente as lições para o caminho e passará, ante os olhos mortais do mundo, à galeria dos heróis e dos santos; mas, se não praticar os bons ensinamentos que conhece, perante as Leis Divinas recomeçará sempre o seu trabalho e cada vez mais dificilmente.
Você chamará a Jesus: Mestre e Senhor...; se não quiser, porém, aprender a servir com Ele, suas palavras soarão sem qualquer sentido.
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
3a edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.
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Terça-feira, Abril 04, 2006
Uma boa semana para todos, com muita paz, saúde, bênçãos e luz.
PRECE DA GRATIDÃO
Senhor, eu gostaria de dizer-te
que amo a vida,
que para mim é bela e consentida.
Muito obrigado Senhor,
pelo que me deste, pelo que me dás.
Obrigado pelo ar, pelo pão, pela paz.
Muito obrigado pela beleza
que os meus olhos vêem
no altar da natureza...
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar...
que acompanham a ave que corre
faceira pelo céu de anil...
Que se detém na terra verde
salpicada de flores em tonalidades mil...
Muito obrigado Senhor,
porque eu posso ver meu amor.
Mas, diante da minha visão
eu detecto os cegos que se debatem na escuridão
que andam na solidão, que tropeçam na multidão...
por eles eu oro e a ti eu imploro com miseração
porque eu sei que depois desta lida,
na outra vida, eles também enxergarão.
Muito obrigado pelos ouvidos meus,
Ouvidos que ouvem o tamborilar
da chuva no telheiro, a melodia do vento
nos ramos do salgueiro
e as lágrimas que vertem nos olhos do mundo inteiro...
Ouvidos que ouvem a música do povo
que desce do morro na praça a cantar...
a melodia dos imortais
que a gente ouve uma vez
e não esquece nunca mais!
A voz melodiosa e a voz melancólica do boiadeiro
e a dor que geme,
que chora no coração do mundo inteiro.
Pela minha faculdade de ouvir,
pelos surdos eu te quero pedir.
Eu sei que depois desta dor,
no teu Reino de Amor eles também ouvirão.
Muito obrigado Senhor pela minha voz,
mas também pela sua voz,
pela voz que ama, que canta, que evangeliza,
que ilumina, que alfabetiza,
pela voz que salteia uma canção,
pela voz que teu nome profere.
Por sentir emoção, pela minha alegria de falar.
Pelos mudos eu te quero rogar,
por aqueles que sofrem de afazia,
que não falam de noite, que não cantam de dia.
Oro por eles, eu sei que depois desta prova,
na vida nova eles cantarão.
Obrigado pelas minhas mãos,
mas também pelas mãos que amam,
que semeiam, mãos que agasalham,
mãos de ternura que libertam da amargura,
mãos que apertam mãos,
mãos de caridade, de solidariedade,
mãos dos ateus que limpam feridas,
que enxugam lágrimas e suores das vidas,
pelas mãos de psicografias,
mãos de poesias, mãos de cirurgias,
mãos de sinfonias,
pelas mãos que atendem a velhice a dor e o desamor,
pelas mãos que no seio embalam
o corpo de um filho alheio sem receio
e pelos pés que me levam a andar sem reclamar,
pela minha faculdade de caminhar,
pelo meu corpo perfeito eu te quero louvar,
porque eu vejo na terra
infelizes, aleijados, amputados, marcados, deformados, paralisados
e eu posso bailar.
Rogo por eles, eu sei que depois desta expiação,
na outra reencarnação eles também bailarão.
Obrigado por fim, pelo meu lar,
é tão maravilhoso Senhor ter um lar,
não é importante se este lar é uma mansão
ou uma tapera,
um gramado de dor ou um bangalô,
um ninho, seja lá o que for, uma casa no caminho,
mas que dentro dela exista a figura do amor,
do amor de mãe ou de pai, de filho ou de irmão,
de mulher ou de marido, de um amigo,
alguém que nos dê a mão,
pelo menos a companhia de um cão,
porque é triste viver na solidão...
mas se eu a ninguém tiver para me amar,
nem um teto para me agasalhar,
nem alguém para me amparar,
nem aí blasfemerei, porque eu tenho a ti,
nem reclamarei,
porque nasci.
Muito obrigado, por fim, pelo teu Amor.
Muito obrigado Senhor.
Amélia Rodrigues-espírito
Psicografia de Divaldo Pereira Franco
Espalhe sua luz:
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